EUTIFRON PLATAO PDF

Mas conta-me como, por agires como ages, ele diz que 1 corrompes os jovens. Diz que sou um fazedor de deuses. No entanto, nenhuma das coisas que predisse e que acabo de dizer deixa de ser verdade. Combate tu a tua causa, como pensas ser o melhor, que eu combaterei a minha.

Author:Moogujar Kigore
Country:Lesotho
Language:English (Spanish)
Genre:Health and Food
Published (Last):8 November 2009
Pages:320
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ISBN:860-1-96862-875-9
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Ironia: Meleto julga saber como e quem corrompe os jovens. Os atenienses no se incomodam com quem pensem ser hbeis, contanto que no queira ensinar sua sabedoria.

Logo, apenas Scrates corre perigo, pois utifron prefere guardar sua sabedoria para si prprio. Obs: terreno comum: utifron aceita o princpio de no contradio, ao acusar aqueles que o julgam de dizerem coisas contrrias. Exigncias da definio: 1o unidade do definiendum; e 2o plena distino de seu oposto. Introduo da noo de Forma eidos e sua oposio Forma que lhe contrria. Pergunta o que?. Contrargumentao: os deuses irritam-se por discordarem entre si.

H dissenso somente no tocante a assuntos para os quais no h critrio irrefutvel de deciso. Os deuses discordam entre si por causa dos assuntos para os quais no h consenso, como o que belo ou feio, o que bom ou mal.

Logo, as mesmas coisas so consideradas justas por uns deuses e injustas por outros. Concluso: a definio no se refere piedade, mas s coisas simultaneamente mpias e pias.

A resposta desrespeitou a 2a regra da definio. Scrates observa: no essa a questo. No se discorda quanto a punir a injustia, mas se houve ou no ato injusto. O mesmo vlido para os deuses. Scrates pede que utifron prove que os deuses todos acham que seu pai foi injusto e que, por isso, justo que utifron o persiga.

Para tanto, aponta a falha da definio anterior e corrige-a [deixando implcito que a prova ser dada se conseguir defender a nova definio. Contrargumentao: A piedade causa ou consequncia do amor dos deuses? A razo [causa] do ser afetado no a coisa afetada mas o agente que a afeta. A piedade coisa amada pelos deuses, e amada por ser piedade. Falou-se apenas de uma de suas afeces: o ser amada pelos deuses.

Nada se falou do que ela em si. A resposta desrespeitou a 1a regra da definio. Metfora de Ddalo. Preferiria que as minhas palavras ficassem e se fixassem imveis, a adquirir, alm da sabedoria de Ddalo, as riquezas de Tntalo. Odissia, XI, Mas, toda a justia ou s parte dela? Exigncia da definio: apreender precisamente o definiendum. Scrates discorda do poeta que diz que onde h o temor, h tambm o respeito Na verdade, onde h o respeito, h o temor.

Apologia [30b] Dizer o que parte do nmero o par e que nmero este o que no mpar e o que pode ser dividido em duas partes iguais. Exigncia da definio: segundo a classificao. Ou definio propriamente dita? Ainda no est claro que tipo de cuidado. No cumpre a exigncia da diferena especfica eliminando, assim, a ambiguidade dos termos. Se todo cuidado realiza uma e a mesma coisa, que a de beneficiar quem tratado, tornando-se este melhor, ao cuidar dos deuses, est-se tornando-os melhores?

No desta espcie de cuidado que se trata, mas daquela com que os escravos cuidam dos seus senhores, um certo servio prestado. Com vistas a que obra perfeitamente bela, os deuses usam-nos como servidores? Muitas e belas obras, mas qual a finalidade principal do trabalho dos deuses? Diz que piedade saber fazer e dizer as coisas que so agradveis aos deuses por rezas e sacrifcios.

A finalidade principal do servio prestado aos deuses tornar os HOMENS melhores, ou seja, ensin-los a filosofar, a fim de que deixem de ser arrogantes. Exatamente o que Scrates est a fazer, o que se comprova no que dito a seguir:] O rezar corretamente no seria pedir as coisas de que precisamos? E fazer corretamente ofertas no dar aos deuses o que eles precisam de ns em troca das que precisamos? De comrcio, se assim te agrada mais chamar-lhe Scrates: mas nada para mim mais agradvel do que uma coisa ser verdade!

Que benefcio os deuses recebem de ns? Ou somos-lhes to superiores que nesse comrcio s ns temos a ganhar? Mas os deuses no se beneficiam Que espcie de ddivas so essas? A honra, o privilgio e a gratido Scrates condena a circularidade dos conceitos, sem atingir nenhuma realidade, alguma identidade por si especfica.

Exigncia do logos: que no seja autorreferente versando apenas sobre conceitos , mas atinja alguma realidade Conselho de Scrates: que utifron no desista de pr em palavras o que a piedade, acaso no queira correr perigo ao agir incorretamente com os deuses ou ser envergonhado perante os homens, a no ser que no tenha medo dessas coisas Como ir Scrates livrar-se das acusaes de Meleto e mostrar-lhe que nem por ignorncia improvisa, nem inova acerca das divindades, e que viver uma outra vida melhor?

Como Scrates ir convencer os juzes em um dia de que o que ele faz verdadeiramente pio, se nem a utifron, adivinho, consegue convencer, j que no sabe o que piedade???

O homicdio, crime de impiedade tanto quanto o desrespeito direto aos deuses, que combatido contraditoriamente por utifron com parricdio, serve de fio condutor para expor o verdadeiro motivo oculto nas belas palavras de Meleto. Logo, Scrates est, de fato, prestando um servio cidade ao expor as reais motivaes desses. Contudo, ao prestar esse servio Scrates deixado na mo porque os cidados tm pressa e o tempo de ouvi-lo e de deliberar acerca da piedade se esgotar sem atingir sua finalidade dia do julgamento.

Trata-se de uma crtica democracia, em especial ao julgamento nos moldes da poca: ao dar o poder de decidir o que melhor aos membros da cidade indistintamente, est-se dando o poder, de fato, queles que nem sabem, nem verdadeiramente se importam em saber, ou seja, aos mpios e desavergonhados os que, como utifron, parecem especialistas mas so apenas ignorantes arrogantes. Propaga-se impiedade sob a aparncia de piedade.

Isso d a ideia de que o presente dilogo retrospectivo e, portanto, posterior ao julgamento de Scrates , o que lhe confere um tom metaforicamente proftico o julgamento se anuncia numa conversa com um adivinho, que ocorre antes do mesmo. Nele, utifron representa os vcios que condenam a cidade: a arrogncia e a ignorncia dos cidados, que, mpios e desavergonhados eles mesmos, condenam o pio e justo por seus prprios crimes.

Tambm o texto expe a contradio da condio do filsofo, diante da utilidade de sua arte, que capaz de prevenir injustias e atos mpios por ignorncia, que revela-se impotente o fracasso da razo diante da hbris, manifesta no descaso com os deuses e com a cidade. APORIA: O verdadeiro impasse no sobre o que seja a impiedade, mas sobre como pode haver algum dia justia, se a cidade governada por injustos.

Seria bom pensar no em que ordem ele escreveu seus textos, mas das questes que cada texto levanta, quais exigem respostas que so dadas em outros textos. Isso daria uma ideia de ordem de desenvolvimento de raciocnio, no necessariamente correspondente cronologia dos textos, nem ordem do desenvolvimento do pensamento de Plato, mas na ordem didtica que melhor representa o desenvolvimento do raciocnio necessrio para um compreenso adequada do pensamento platnico.

No sequer necessrio que Plato tenha tido isso em mente ao escrever seus textos. Comentrio a verificar a validade: sobre as possveis motivaes histricas dos membros da assemblia e dos acusadores de Scrates medo, inveja, desejo de vingar-se da tomada de conscincia de sua prpria incapacidade -- seja de educar os prprios filhos, seja de evitar os males da guerra -- e mcula -- a participao dos que esto a votar o destino de Scrates nos horrores da guerra e nas injustias do perodo dos Trinta Tiranos Algum precisa pagar pelos males da guerra e da tirania, e quem paga a filosofia, por ter feito com os atenienses o mesmo que a guerra: mostrou-lhes que suas intenes ocultas so nocivas para si mesmos e para a cidade.

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